Dominar a sintaxe e é o segredo para escrever bem e interpretar textos com clareza. O coração de quase toda a oração em português é a relação entre o sujeito e o verbo. Mas sabia que o sujeito nem sempre está “escrito” de forma óbvia na frase?
Neste artigo, vamos desvendar os mistérios do sujeito, aprender a identificá-lo em três passos simples e explorar os três tipos principais que encontrará em provas e no dia a dia.
Antes de avançarmos, vamos refrescar a memória com os conceitos fundamentais:
Sujeito: É quem realiza a ação ou sobre quem se fala na frase. É o “protagonista” da oração.
Verbo: É a ação, estado ou fenómeno da natureza.
Predicado: É tudo aquilo que se diz sobre o sujeito.
Exemplo Base:
“Os alunos estudam muito.”
Sujeito: Os alunos
Verbo: estudam
Predicado: estudam muito
Muitos estudantes confundem-se quando o sujeito não aparece de forma explícita. Veja esta frase:
“Estudei muito.”
Quem estudou? Se respondeu “Eu”, já começou a entender o poder do contexto e da terminação verbal. O sujeito nem sempre está visível, e é isso que aprenderemos a classificar agora.
É o tipo mais comum. Possui apenas um núcleo — ou seja, uma única palavra principal que carrega o significado de quem faz a ação.
Exemplo: “A escola funciona bem.”
Análise: O sujeito é “A escola”, mas a palavra mais importante (núcleo) é apenas “escola”.
Dica: Mesmo que o sujeito venha acompanhado de artigos ou adjetivos, se houver apenas um núcleo substantivo, ele continua a ser simples.
Ocorre quando temos dois ou mais núcleos realizando a mesma ação. Geralmente, esses núcleos são ligados pela conjunção “e”.
Exemplo: “Pais e filhos conversam.”
Análise: Temos dois núcleos: “pais” + “filhos”.
Atenção: No sujeito composto, o verbo quase sempre vai para o plural para concordar com todos os envolvidos.
É o sujeito que não está escrito na frase, mas que conseguimos “adivinhar” pela terminação do verbo ou pelo que foi dito antes no texto.
Exemplo: “Fomos à escola.”
Análise: Pela terminação “-mos” do verbo, sabemos que o sujeito é Nós.
Exemplo 2: “Estudei ontem.” (Sujeito: Eu).
Para nunca mais errar numa prova, siga este roteiro infalível:
Encontre o Verbo: Localize a ação da frase.
Pergunte ao Verbo: Pergunte “Quem?” ou “O quê?” antes do verbo.
Analise a Resposta:
Está escrito e tem 1 núcleo? Simples.
Está escrito e tem 2 ou mais núcleos? Composto.
Não está escrito, mas a terminação do verbo revela quem é? Oculto.
Tente identificar o tipo de sujeito nas frases abaixo (as respostas estão no final do artigo):
“O professor explica o conteúdo com calma.”
“Diretor e coordenadores decidiram o calendário.”
“Chegamos atrasados para a aula.”
Ignorar o Verbo: Tentar achar o sujeito sem olhar para o verbo é um erro. O verbo é a sua bússola!
Esquecer a Concordância: Lembre-se que o verbo sempre “fofoca” sobre o sujeito. Se o verbo está no plural, o sujeito provavelmente é composto ou um plural simples.
Entender o sujeito é o primeiro passo para dominar a análise sintática. Como diz o ditado: “Quem entende o sujeito, controla a frase”. Ao saber identificar quem faz a ação, a sua leitura torna-se mais crítica e a sua escrita muito mais precisa.
Na próxima aula, vamos explorar o outro lado da moeda: o Predicado e as suas variações. Até lá, continue a praticar com os textos que lê no dia a dia!
Sujeito Simples (O professor)
Sujeito Composto (Diretor e coordenadores)
Sujeito Oculto (Nós)